Você é uma pessoa de Deus?

Atenção: fazer parte de um grupo ou ter um cargo não é garantia de que alguém é um cristão verdadeiro


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É comum as pessoas buscarem credenciais para ter certeza de que alguém é bom e confiável. Isso faz parte do ser humano, e na Igreja não é diferente.

Para muitos, ter um cargo de destaque, estar inserido em um grupo ou ser conhecido de determinado superior é sinônimo de santidade e boas intenções. Ledo engano. “Nós não gostamos de admitir que carregamos um checklist mental (normalmente com base em rótulos superficiais, e não em fé) para classificar quem é ‘bom o bastante’ para ser considerado um real cristão e quem não é”, diz o bispo David Higginbotham.

No mínimo, essa atitude carrega o mesmo significado da palavra julgar, algo fortemente condenado na Bíblia. Além disso, o efeito desse hábito pode ser devastador no corpo de Cristo, uma vez que propaga o orgulho e a religiosidade.

Mas será que a maioria dos que se dizem cristãos se preocupa com isso?

“Em vez de ‘testar os espíritos’, preferem usar a lista de rótulos, e aqueles que se encaixam no checklist são orgulhosamente colocados em evidência, recebem posições de responsabilidade e autoridade espiritual, o que tem sido a causa de brigas internas, lutas sujas por poder e divisões”, lamenta o bispo.

Quem é escolhido por Deus?

O fato de uma pessoa ser “perfeita” aos olhos do homem não é sinônimo de que ela foi escolhida por Deus. A Bíblia é repleta de relatos, sempre sinceros, a respeito dos homens que Deus chamou como Seus servos, e não esconde os momentos de fraqueza ou dúvida que muitos enfrentaram. O Rei Davi, por exemplo, adulterou e ainda matou para tentar omitir seu erro.

As Escrituras também não escondem as origens humildes e “indignas” de tantos outros, como Raabe, que era prostituta, mas, ao se converter a Deus, fez parte da genealogia de Jesus.

“Nós precisamos tomar cuidado para não esnobar ninguém por causa de um rótulo ou de rumores. Também não devemos nos sentir ofendidos se pessoas religiosas nos esnobam. Se difamaram e caluniaram Jesus, por que deveríamos merecer um tratamento melhor?”

 

Universal.org / Imagem: Reprodução

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